quarta-feira, novembro 09, 2005

No silêncio me deito, no silêncio me levanto. O silêncio vê meus mudras e dá espaço para minha voz, testemunha minhas plantas crescerem, a poeira baixar sobre os móveis e prepara a massa do pão para ir ao forno. Do silêncio eu vim, a ele venci mas um dia a ele me unirei definitivamente. É o silêncio o que nos cerca. O silêncio agora se impoe a mim, me cala, e eu só posso me render a ele, na esperança de que um dia possa falar mais alto.
E o silêcio que se forma na nossa ausência ou desprezo também requer disciplina e respeito para que ocorra em nossa presença. Através do silêncio que mostramos admiração, através do silêncio que criticamos. Veículo da indiferença ou do mais profundo zêlo, foi a sua lâmina afiada que me atravessou, foi o silêncio que usaram para me ferir.

2 comentários:

MÁRCIO SILVA disse...

Quebro agora o silêncio: muito bom, linda. Você é boa com as letras.:)

beijos!

Kath disse...

Mais uma amigo especial se pronunciou. Outro que não é reconhecido pelo blogger, mas, convenhamos, que é que o blogger afinal sabe?

bah... não podia ser maior verdade... um guerreiro que perdeu as pernas, eplo menos temporáriamente...