quarta-feira, maio 14, 2008

Poeta de Casa

Chato-pai ligou hoje, blablablás depois, ele perguntou se eu poderia divulgar os poemas dele, se o Casa é para isso. Expliquei que meu blog não é empresa para ter proposta social ou democracia para todo mundo pitacar, quem manda aqui sou e faço o que quiser. Ele já havia mandando um extrato da sua obra, mas eu guardei, vocês sabem que sempre termino publicando notícias do dia seguinte. Ao jeito único dele, ele pede minha opinião, quer saber o que eu acho. Eu disse que gostei, o poema é sonoro, e talvez por isso eu digo que ele escreveu mais um samba do que qualquer outra coisa.

URBANICIDADE

Quero ver a cidade.
Deserta, nua, sem lua..
E transvestida com todos na rua.
Quero visitar os outeiros
Quero dançar nos terreiros
Quero conhecer os bueiros
Quero a veracidade
Quero a atenta cidade
Dos alardes, dos alarmes e dos disparos
Quero a autenticidade
Dos risos, dos gemidos e dos sussurros
Quero viver a complexidade
Da completa cidade.

2 comentários:

Criptor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
xistosa disse...

Filha-chata, ou chata-filha.

Um poema destes não pode ficar escondido.
Vou roubá-lo, mas primeiro quero autorização.
Posso roubá-lo???