sábado, fevereiro 21, 2009

De volta ao ringue

Há alguns dias assisti O Lutador (2008). Mickey Rourke está na medida para o papel, e ainda mais por sua figura hoje causar um certo estranhamento; talvez estarrecimento seja uma palavra ainda melhor. Quem viu Sin City teve alguma noção de seu estadp, mas não dava para ver muito do que ele se tornou. Agora, com as luzes em cima dele, fica nítido. Ele interpreta um lutador profissional de Wrestling no final da carreira, acompanhado pela Marisa Tomei, numa ótima atuação. Nesta amálgama ator-personagem, fica difícil pensar onde termina a história de um e do outro. É bizarro ver como Rourke ficou, como ele se alterou nas mesas de cirurgia e nas lutas. E me pergunto como um cara como ele, que pegou a Kim Bassinger em 9 1/2 semanas de amor, larga as telas para cair na porrada.
Alguns podem achar o ritmo do filme meio arrastado, e acho que isso se dá também porque não há grandes produções ou tomadas de câmeras. De qualquer forma, eu gostei. Ajudou também o fato de que eu adorava assistir WWF na TV quando era bem mais nova. Minha mãe ficava horrorizada com a violência, mas nunca levei tudo aquilo a sério. O show que importava.
Mesmo soando-me clichê dizer isso, mas, apesar de toda a fantasia e a singularidade de suas personagens, o filme é bem humano.
E, ainda que não fosse tudo isso, conquistou minha simpatia lá pro meio da história, quando os dois protagonistas estão em um bar e começa a tocar uma música das antigas do Guns ´n Roses.
Eles se empolgam, cantam juntos e o Randy diz:
— Ah, não fazem mais música como antigamente! Os anos 80 eram demais! Qual é o problema em se divertir um pouco? Aí veio o Kurt Cobain na década de 90 e fez tudo errado!

2 comentários:

Márcio Silva disse...

O que Rourke tinha se tornado já era bem visível em O Implacável, (bom remake que estranhamente não vingou) e Era Uma Vez No México, lançados bem antes de Sin City: a prova viva de que é impossível manter uma carreira de lutador de boxe paralela à carreira de galã de Hollywood. E de que existe redenção.

Justo disse...

O Lutador é um dos mais belos filmes que vi em minha pequena vida...
Mickey esta soberbo...merccia o Oscar sim...
Os brutos também amam....
Beijos..