quinta-feira, abril 29, 2010

Atualizando

Minha dívida com o meu Casa é imensa. Conseqüentemente, com minha hordas de leitores, fãs, stalkers e credores deve ser grande também. Engraçado, não sei bem explicar porque, não tenho conseguido escrever muito aqui — e não vou me alongar muito nesse papinho, é velho, gasto, e não leva à nada.
Idéias, naturalmente, eu venho tendo. Temas, logicamente, vêm surgindo. E algumas coisas bem marcantes, ou no mínimo dignas de nota aconteceram. Eu falei en passant da enchente do Rio, mas terminou faltando postar este vídeo aqui. Muita gente pode criticar, ficar do lado do PM que verborragiu, mas acho isso o menos importante. Crucial mesmo que acho a cobertura e a atitude desse pessoal, ainda mais pensando na proposta que eles têm. Por isso linko o post em que eles publicaram o vídeo, para preservar o contexto deles e sugerir que o resto do blog mereça uma olhada. E daí já vai quase um mês...
E outras coisas, ou coisinhas, foram se seguindo também. Eu entrei numa Animekai, imaginam isso? Para aqueles que não conhecem, é um encontro de otakus, cosplays e cultuadores de algumas das coisas que a cultura japonesa tem de pior. Foi a maior concentração de gente esquisita por metro quadrado que já vi na minha vida! Entrei lá para fazer uma apresentação, fique bem claro. Saí de lá querendo um whisky duplo cowboy, para descer rasgando e ver se mudava o meu desgosto de lugar, nem que fosse por alguns instantes. Mas passou. Só não me peçam para voltar.
Além disso, fui ver A ilha do medo, último filme do Scorcese. Sujeitinho bizarro. Como sua fã de longa data, nunca soube apontar nenhum filme dele como sendo um favorito. E neste último mês isso mudou. E não foi apenas desta forma que ele me surpreendeu. O roteiro é inspirado no livro Paciente 67, de Dennis Lehane. Scorcese resolveu então dialogar o tempo todo do seu filme com o Hitchcock — o cara que foi a minha primeira paixão de diretor, antes mesmo de me tornar uma aborrecente —, e ainda assim, conseguiu achar uma linguagem nova, sem abandonar algumas de suas marcas. A trama é de uma tensão tão grande, mas eu, sentadinha no escurinho, só salivava, maravilhada com aquilo tudo. Saí de quase 3 horas de filme querendo voltar e ver tudo de novo. Agora fico aqui, neste triste abandono, esperando lançarem o DVD. Mas enquanto isso não acontece, tive a sorte de encontrar Shutter Island, graphic novel da história, com arte de Christian de Metter. Ás vezes eu passo vergonha em como eu agarro as coisas nas lojas quando as vejo.
Fofocas em dia, é isso. Leitores e fãs, continuo respirando e andando. Stalkers, podem me procurar nos cinemas, porque Alice estreou e o que se segue promete. Credores, não foi desta vez que meteram a mão no meu inventário.

Um comentário:

Criptor disse...

Quanto ao Animekai, vamos com calma, quando diz que é o que a cultura japonesa tem de pior. Existem cosplays muito bem feitos, a despeito do que muitos dizem "que algumas coisas só ficam bem nos desenhos". Se fosse assim, ninguém faria filme de X-men, Spiderman e Batman (vamos combinar, não é um cosplay?). Então, não é porque alguns saem errados, que aquilo não presta.
Segundo, é Scorsese, e não Scorcese, e não achei o melhor filme dele, não. Talvez porque não tenha assistido tantos filmes do HItchcok assim, e os poucos que vi não foram tão bons para mim.
E quanto ao filme Alice, de Tim Burton, a tríade do Mal (Burton, Depp e Elfman) parece que não acertaram a mão, pelo que ouvi de críticas por aí. Mesmo assim quero ver (só não me peça para ver em 3D).