segunda-feira, abril 21, 2008

00,7

Depois de mais de um ano de lançamento, assisti 007 - Cassino Royale. O que é um recorde, posto que filmes da franquia como Só se vive duas vezes demorei quase 40 anos para assistir. Exatamente, não sou nenhuma fã do agente secreto mais famoso do mundo que odeia a descrição. Aliás, sempre que o universo conspira para que eu assista a qualquer um dos filmes, termino com boas piadas e com o tema clássico na cabeça (isso sim, eu amo, acho brilhante!). Uma das coisas que mais me incomoda é essa fórmula carrões-resorts-champagne-grifes que vende milhões; a indústria de best-sellers não me deixa mentir.
Nesse último, a coisa mudou. Várias pessoas disseram que foi o melhor, não posso opinar, não assisti nem 50% da série. Mas teve mais pontos positivos que das vezes anteriores. Gostei do Daniel Craig, ele deu um ar menos cafa ele teve um lance menos almofadinha sem tirar o ar cafa do agente. E o início foi legal, a perseguição ao negão que pratica Le Parkour foi fera, tirando um efeitinho de cabo aqui e ali, nem forçaram tanto a barra. Tá, o malvadão era um russo, esperar o quê? Tão previsível quanto um agente inglês. (Aliás, eu acho engraçado esse modelo de vilão que Hollywood tem, o cara é sempre muito dumal, mata pombo por prazer, estoura balão de criança a rua, joga os convidados aos tubarões famintos com abelhas na boca. Vê-se que é inimigo por amor ao ofício, não por qualquer causa de seu povo ou amor ao dinheiro.)
Continuando, entrou naquele jogo eteeeeeerno só com figura esquisita participando. Tava mais para Circus Poker Game. E aí acho que rolou o pior lance do filme. O sujeito tem um Aston Martin DBS, com o porta-luvas mais equipado do que muito hospital particular por aqui, exame de sangue instantâneo, projetado pelo serviço de inteligência para qualquer emergência, e o desfibrilador-portátil-para-situações-desesperadas tem um pobreminha de contato, o cara que botou aquilo lá era estagiário. Pegou mal.
Enfim, depois de todo lance de Ás com diferentes desenhinhos em preto ou vermelho, Mr. Bond, finalmente, encontra o amor.
O filme desmistificou o cara como infalível não só porque ele apanha, mas porque mostrou que apaixonado ele é chato como qualquer um!!!! Se não for mais! (Ah, é mais! Eu, apaixonada, não fico velejando em Veneza!)
Mas até aí, tudo bem. Não era o meu estilo, não esperava assistir o próximo filme da minha vida. Só que eles mudaram o tema, O Tema, tiraram aqueles pratos lindos que fazem puaAAAAAHhh
sempre que tem o pã-nã-Pã-Nã-panãna que todo mundo reconhece. E isso não deu para eu perdoar. Depois daquele "Bond, James Bond" final, ficou uma decepção imensa de não ter ouvido que eu esperava. Então, pelos bons tempos, eu deixo-o aqui:

Um comentário:

Criptor disse...
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