segunda-feira, dezembro 21, 2009

Stanley Jordan e o comportamento fabuloso do ser humano

Por mais que fosse difícil de acreditar, era verdade. Quando vi a faixa na rua, achei que meus olhos me traíam ou que quem tivesse escrito ali o nome da "atração internacional" estava falando de um cover ou qualquer outra hipótese, mas não, realmente aconteceu. Stanley Jordan tocou mesmo na Lona Cultural de Jacarepaguá, e, por mais que eu estivesse incrédula, fiz muito bem em ir lá tirar minhas próprias conclusões. Logo da banda de abertura, Qu4rto teto, o show foi bom; o show seguinte, foi maravilhoso! Eu admito que conheço muito pouco do repertório do guitarrista, mas tinha plena noção de que uma apresentação dele não era para ser tomada levianamente. Paguei meia entrada, e quando acabou o show, fiquei me sentindo culpada, com vontade de voltar na bilheteria e pagar o restante do valor.
E como se fosse pouco o quanto o cara toca guitarra, lá pro meio do show, ele trocou a guitarra pelo baixo, deixando claro ao público que era a primeira vez que ia tocar o instrumento, que tinha sido presente. É, esse lance de que foi a primeira vez não colou muito, ele realmente sabia o que estava fazendo.
Mas ao contrário do que parece, não vim aqui falar precisamente sobre o show, mas seria uma falta de respeito se eu não o fizesse.
O que eu queria comentar mesmo são as maravilhas do comporamento humano. A Lona Cultural é cercada por uma grade, e dentro desta grade há outros espaços além da lona em si, como um barzinho e banheiros. Os portões abriram às 20hs, mas as portas da Lona ainda estavam fechadas, pois os músicos estavam passando o som, então as pessoas em volta ficavam ali batendo papo e tomando alguma coisa antes de poderem se posicionar para assistir o show, fosse nas arquibancadas ou na pista frente ao palco. O que se viu foi uma fila ofídica se formando atrás da porta. E o mais engraçado é que a entrada era bem larga para passar várias pessoas ao mesmo tempo. E o mais engraçado é eu que estava em grupo que observava aquilo com uma certa crítica, tecendo comentários do tipo "brasileiro adora uma fila mesmo" ou "ser humano é um bicho rebanhoso"; até que chegou um ponto que nós passamos a integrar a fila, por que ela chegou até nós e as pessoas foram se alinhando atrás da gente. A gente termina sendo rebanhoso mesmo sem querer!
Depois, durante o show, era numerosa a quantidade de pessoas com suas câmeras digitais tirando fotos e gravando o show. Legal, também tirei algumas fotinhos, pena que não saíram boas. Mas o que me impressionou foram as pessaos muito preocupadas em gravar o show, tão atentas em seus focos e enquadramentos que terminavam nem olhando para o palco ou ouvindo a música. E, Deus meu, que complexo de turista japonês é esse que só curte a viagem quando ela acaba e ele pode revê-la do sofá de casa?

Um comentário:

Justo disse...

Só para te desejar um Feliz Natal querida!
Beijos!