sexta-feira, dezembro 19, 2008

...é rolete.

Sentada aqui, ao lado do telefone, esperando uma resposta, penso que aquilo pelo que reclamamos é tão decisivo à nossa vitória quando os nossos argumentos, táticas e razões. Provavelmente você vai concordar prontamente, mas sem se dar conta que quero abordar essa questão de outro ângulo.
Então eu me explico. Na semana passada, eu comprei um colchão da Ortobom. Eles me prometeram entregar na sexta daquela mesma semana, não entregaram e só consegui receber a minha compra depois que liguei para lá e amaldiçoei 8 gerações vindouras. Se quiserem saber as minúcias da história, eu conto, mas me limito a recomendar que procurem outras empresas do ramo; certas dores de cabeça não valem a pena.
Ontem, depois de um duelo capa-espada com o sujeito do depósito, eu tive ainda que ler "parabéns pela sua compra". Sorte que era de um panfleto, se fosse uma pessoa, apanharia.
Só que meu colchão vinha com um brinde: um rolete, aquela almofada cilíndrica que deve ter no quarto de todo pachá que se preze. Como vocês podem imaginar, a Ortobom quis dar mais um show de bom atendimento e não trouxe, prometendo para hoje, coisa que eu já descobri que não vou receber. Já falei com mais de 3 pessoas ao telefone hoje, inclusive semeei discórdia entre os vendedores da loja e os funcionários do depósito, e nada. Então passo a crer que não importa ter pago devidamente, sem pedir descontos ou sem passar cheque sem fundo, pouco pesa estar com a razão em minhas reclamações, de nada vale toda a dor de cabeça que já meu deu a Ortobom para passarem a fazer o serviço direito. Creio que, de fato, o problema resida em se tratar de um rolete, essa palavrinha de som patético, que inspira algum salgadinho gorduroso de festa infantil, com nenhuma nobreza em seu recheio, servido num pratinho descartável de papelão.

Um comentário:

Criptor disse...
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