sábado, janeiro 24, 2009

Bom conselho

Creio que 2005 foi um dos anos mais ingratos para a Academia de Cinema. Se em anos mais fáceis ela já é conhecida por suas injustiças, aquele ano foi uma tristeza. Imagine ter que escolher o melhor filme entre Menina de Ouro, Ray e O Aviador. Para piorar, como dizer quem tem a melhor fotografia, quando ainda tem O Clã das Adagas Voadoras; naturalmente que algumas jóias tiveram que ficar de fora da categoria.
Com o tempo, percebi que Clint Eastwood ignorou meu conselho de olhar eternamente para o horizonte depois daquele seu filme. Eu poderia ficar magoada, mas fico realmente muito feliz, porque depois vieram A Conquista da Honra, que ele ainda teve fôlego de fazer juntamente com Cartas de Iwo Jima; A Troca, que inspira respeito por aí, e Gran Torino. Este último, por sua vez, já está sendo apontado como a grande injustiça dos indicados ao prêmio deste ano, já que, sequer a prêmio de melhor ator ele foi indicado. Bom, quanto a isso, eu também não guardo nenhum sentimento ruim; eu me coloco no lugar dos membros da organização e imagino que os responsáveis, cada vez que se juntem em nome da premiação, já saibam que vão ter que, de novo, indicar o pai do filme.
Então, para resolver de uma vez essa questão, que tal promover Clint Eastwood a hors-concurs, tipo um Clóvis Bornay da sétima arte? Assim, que sabe, a Academia de Cinema quebra um pouco esse seu histórico de injustiças.

2 comentários:

xistosa - (josé torres) disse...

Cheguei e concordo com o bom conselho.
Mas a vida é para os novos.
Aos 80 anos, (ou quase), já olhamos para as avenidas, ruas, ruelas e autoestradas de maneira diferente.
Ou será deferente?
É mesmo "deferente" e sendo assim, necessita-se renovação.

É um ídolo, meu, como actor e realizador.
Um Homem BOM do cinema!!!

Justo disse...

Acho Gran Torino uma obra de arte. Sem dúvidas o melhor filme, do melhor ator e diretor do cinema americano...
Oscar?
Não necessita... Clint conseguiu ficar acima da academia.
Beijos.